“Ruínas” (décombres) é a palavra do ano na parte francófona da Suíça, e “monsterbank”, que se refere à aquisição do Credit Suisse pelo UBS, vence nas regiões de língua alemã, informou a BTA, citando AFP, citando um estudo universitário. Uma frase parecia inevitável e destinada a tornar-se a palavra do ano: “inteligência artificial”, segundo um comunicado de imprensa da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique.
Mas a palavra “ruínas” saiu em primeiro lugar, à frente de “inteligência artificial”, apesar das sérias preocupações com o emprego e do debate sobre as suas implicações para o futuro da humanidade. Segundo o júri, a palavra “ruínas” evoca “um mundo em colapso em vários níveis”, disse a universidade.
“O termo aplica-se tanto aos terramotos que afectaram milhões de pessoas na Síria e na Turquia, como aos resultantes de guerras que causaram vítimas civis em todo o mundo”, explicou o comunicado de imprensa.
A palavra também foi usada como “uma alusão ao colapso do Credit Suisse e à instabilidade do sistema financeiro”, acrescentou a Universidade de Zurique.
Para compilar a classificação, os cientistas analisaram uma base de dados online de artigos, comunicados de imprensa e blogs e determinaram para cada língua as 30 palavras utilizadas com mais frequência ou de uma forma que diferia significativamente dos anos anteriores. Um júri composto por profissionais da língua – artistas, linguistas, jornalistas e especialistas em comunicação – seleciona então as palavras mais memoráveis desta lista, bem como a partir de sugestões do público e da sua própria experiência.
Na parte alemã da Suíça, a palavra “banco monstro” ganhou destaque depois que a aquisição forçada do Credit Suisse transformou o UBS num gigante financeiro.