Os organizadores de muitos mercados de Natal na Alemanha queixam-se das elevadas taxas que têm de pagar pelos direitos de autor das canções que cantam. Alguns deles planeiam começar a reproduzir música que não esteja sujeita a direitos de autor, informou a DPA, citada pela BTA.
A Associação Alemã de Direitos Autorais (GEMA) afirma ter enviado cerca de 3.350 faturas aos organizadores do mercado de Natal na Alemanha em 2022.
Em cerca de 170 destes casos houve um aumento de preço e em 35 deles foi de cerca de cinco dígitos.
A razão do alegado aumento de preços são as informações incorretas sobre a área de alguns dos bazares apresentadas pelas empresas que os gerem, indica a empresa de proteção de direitos de autor. Desde 2011, estabelece taxas para uso de músicas e músicas protegidas por direitos autorais com base em toda a área do evento que será disputada.
A Sociedade Alemã para os Direitos de Performance Musical e Reprodução Mecânica (GEMA), como é o nome completo da organização, protege os direitos de mais de 90.000 cantoras, cantoras, compositoras, compositoras e editoras musicais na Alemanha, bem como mais de 2 milhões em todo o mundo. Depois de cobrar as taxas, distribui-as entre os detentores dos direitos autorais. Obras e canções criadas por músicos e compositores falecidos há pelo menos 70 anos não estão sujeitas a direitos de autor, afirma a DPA.
As associações alemãs que protegem os direitos dos organizadores do bazar estão negociando com a sociedade de direitos autorais. Apelam a uma determinação mais transparente das taxas que impõe e questionam os seus níveis actuais.